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Versículos Bíblicos


Versículos Bíblicos mais bonitos e mais conhecidos. Passagens mais lidas da Bíblia.

Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós. Vimos a sua glória, glória como do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade. João dá testemunho dele. Ele exclama: "Este é aquele de quem eu falei: aquele que vem depois de mim é superior a mim, porque já existia antes de mim". Todos recebemos da sua plenitude, graça sobre graça. Pois a Lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por intermédio de Jesus Cristo.
João 1:14-17

Ao raiar do dia, os anjos insistiam com Ló, dizendo: "Depressa! Leve daqui sua mulher e suas duas filhas, ou vocês também serão mor­tos quando a cidade for casti­gada". Tendo ele hesitado, os homens o agarraram pela mão, como também a mulher e as duas filhas, e os tiraram dali à força e os deixaram fora da cidade, porque o Senhor teve misericór­dia deles. Assim que os tiraram da cidade, um deles disse a Ló: "Fuja por amor à vida! Não olhe para trás e não pare em lugar nenhum da planície! Fuja para as montanhas, ou você será mor­to!" Ló, porém, lhes disse: "Não, meu se­nhor! Seu servo foi favorecido por sua benevo­lência, pois o senhor foi bondoso comigo, poupan­do-me a vida. Não posso fugir para as montanhas, senão esta calamidade cairá sobre mim, e morrerei. Aqui perto há uma cidade pequena. Está tão próxima que dá para correr até lá. Deixe-me ir para lá! Mesmo sendo tão pequena, lá estarei a salvo". "Está bem", respondeu ele. "Também lhe aten­derei esse pedido; não destruirei a cidade da qual você fala. Fuja depressa, porque nada poderei fazer enquanto você não chegar lá". Por isso a cidade foi chamada Zoar. Quando Ló chegou a Zoar, o sol já havia nascido sobre a terra. Então o Senhor, o próprio Senhor, fez chover do céu fogo e en­xofre sobre Sodoma e Gomorra. Assim ele destruiu aquelas cidades e toda a planície, com todos os habitantes das cidades e a vegetação. Mas a mulher de Ló olhou para trás e se trans­formou numa coluna de sal. Na manhã seguinte, Abraão se levantou e voltou ao lugar onde tinha estado diante do Senhor. E olhou para Sodoma e Go­morra, para toda a planície, e viu uma densa fumaça subindo da terra, como fumaça de uma fornalha. Quando Deus arrasou as cidades da pla­nície, lembrou-se de Abraão e tirou Ló do meio da catástrofe que destruiu as cidades onde Ló vivia.
Gênesis 19:15-29

Ai de você, ó Moabe!
O povo de Camos está destruído;
seus filhos são levados para o exílio,
e suas filhas para o cativeiro. "Contudo, restaurarei a sorte de Moabe
em dias vindouros", declara o Senhor.
Aqui termina a sentença sobre Moabe.
Jeremias 48:46-47

Diga-lhes: Ouçam a palavra do Soberano, o Senhor. Assim diz o Soberano, o Senhor: Visto que vocês exclamaram: 'Ah! Ah!' quando o meu santuário ­foi profanado, quando a terra de Israel foi arrasada e quando a nação de Judá foi para o exílio, vou entregá-los como propriedade do povo do oriente. Eles instalarão seus acampamentos e armarão suas tendas no meio de vocês; comerão suas frutas e beberão seu leite. Farei de Rabá um cercado para camelos e de Amom um local de descanso para ovelhas. Então vocês saberão que eu sou o Senhor. Por­que assim diz o Soberano, o Senhor: Visto que vocês bateram palmas e pularam de alegria com o coração cheio de maldade contra Israel,
Ezequiel 25:3-6

Quando os homens se levantaram para partir, avistaram lá embaixo Sodoma; e Abraão os acompanhou para despedir-se. Então o Senhor disse: "Esconderei de Abraão o que estou para fazer? Abraão será o pai de uma nação grande e pode­rosa, e por meio dele todas as nações da terra serão abençoadas. Pois eu o escolhi, para que ordene aos seus filhos e aos seus descendentes que se conservem no caminho do Senhor, fazendo o que é justo e direito, para que o Senhor faça vir a Abraão o que lhe prometeu".
Gênesis 18:16-19

Um anjo do Senhor disse a Filipe: "Vá para o sul, para a estrada deserta que desce de Jerusalém a Gaza". Ele se levantou e partiu. No caminho encontrou um eunuco etíope, um oficial importante, encarregado de todos os tesouros de Candace, rainha dos etíopes. Esse homem viera a Jerusalém para adorar a Deus e, de volta para casa, sentado em sua carruagem, lia o livro do profeta Isaías. E o Espírito disse a Filipe: "Aproxime-se dessa carruagem e acompanhe-a". Então Filipe correu para a carruagem, ouviu o homem lendo o profeta Isaías e lhe perguntou: "O senhor entende o que está lendo?" Ele respondeu: "Como posso entender se alguém não me explicar?" Assim, convidou Filipe para subir e sentar-se ao seu lado. O eunuco estava lendo esta passagem da Escritura:
"Ele foi levado como ovelha para o matadouro,
e, como cordeiro mudo
diante do tosquiador,
ele não abriu a sua boca. Em sua humilhação
foi privado de justiça.
Quem pode falar
dos seus descendentes?
Pois a sua vida foi tirada
da terra". O eunuco perguntou a Filipe: "Diga-me, por favor: de quem o profeta está falando? De si próprio ou de outro?"
Atos dos Apóstolos 8:26-34

Ao final de dois anos, o faraó teve um sonho. Ele estava em pé junto ao rio Nilo, quan­do saíram do rio sete vacas belas e gordas, que começaram a pastar entre os juncos. Depois saíram do rio mais sete vacas, feias e ma­gras, que foram para junto das outras, à beira do Nilo. Então as vacas feias e magras comeram as sete vacas belas e gordas. Nisso o faraó acordou. Tornou a adormecer e teve outro sonho. Sete espigas de trigo, graúdas e boas, cresciam no mesmo pé. Depois brotaram outras sete es­pigas, mirradas e ressequidas pelo vento leste.
Gênesis 41:1-6

"Se alguém roubar um boi, ou uma ovelha, e abatê-lo ou vendê-lo, terá que restituir cinco bois pelo boi e quatro ovelhas pela ove­lha. "Se o ladrão que for pego arrombando for ferido e morrer, quem o feriu não será cul­pado de homicídio,
"O ladrão terá que restituir o que rou­bou, mas, se não tiver nada, será vendido para pagar o roubo. mas, se isso acontecer de­pois do nascer do sol, será culpado de homicí­dio. Se o que foi roubado for en­contrado vivo em seu poder, seja boi, seja ju­mento, seja ovelha, ele deverá restituí-lo em dobro. "Se alguém levar seu rebanho para pas­tar num campo ou numa vinha e soltá-lo de modo que venha a pastar no campo de outro homem, fará restituição com o melhor do seu campo ou da sua vinha. "Se um fogo se espalhar e alcançar os espinheiros e queimar os feixes colhidos ou o trigo plantado ou até a lavoura toda, aquele que iniciou o incêndio restituirá o prejuízo. "Se alguém entregar ao seu próximo prata ou bens para serem guardados e estes fo­rem roubados da casa deste, o ladrão, se for encontrado, terá que restituí-los em dobro. Mas, se o ladrão não for encontrado, o dono da casa terá que comparecer perante os juízes para que se determine se ele não lançou mão dos bens do outro.
Êxodo 22:1-8

Meu senhor, não dês atenção àquele homem mau, Nabal. Ele é insensato, conforme o significado do seu nome; e a insensatez o acompanha. Contudo, eu, tua serva, não vi os rapazes que meu senhor enviou. "Agora, meu senhor, juro pelo nome do Senhor e por tua vida que foi o Senhor que te impediu de derramar sangue e de te vingares com tuas próprias mãos. Que teus inimigos e todos os que pretendem fazer-te mal sejam castigados como Nabal. E que este presente que esta tua serva trouxe ao meu senhor seja dado aos homens que te seguem. Esquece, eu te suplico, a ofensa de tua serva, pois o Senhor certamente fará um reino duradouro para ti, que travas os combates do Senhor. E, em toda a tua vida, nenhuma culpa se ache em ti. Mesmo que alguém te persiga para tirar-te a vida, a vida de meu senhor estará firmemente segura como a dos que são protegidos pelo Senhor, o teu Deus. Mas a vida de teus inimigos será atirada para longe como por uma atiradeira. Quan­do o Senhor tiver feito a meu senhor todo o bem que prometeu e te tiver nomeado líder sobre Israel, meu senhor não terá no coração o peso de ter derramado sangue desnecessariamente, nem de ter feito justiça com tuas próprias mãos. E, quando o Senhor tiver abençoado a ti, lembra-te de tua serva". Davi disse a Abigail: "Bendito seja o Senhor, o Deus de Israel, que hoje a enviou ao meu encontro. Seja você abençoada pelo seu bom senso e por evitar que eu hoje derrame sangue e me vingue com minhas próprias mãos. De outro modo, juro pelo nome do Senhor, o Deus de Israel, que evitou que eu fizesse mal a você, que, se você não tivesse vindo depressa encontrar-me, nem um só do sexo masculino pertencente a Nabal teria sido deixado vivo ao romper do dia". Então Davi aceitou o que Abigail lhe tinha trazido e disse: "Vá para sua casa em paz. Ouvi o que você disse e atenderei ao seu pedido". Quando Abigail retornou a Nabal, ele estava dando um banquete em casa, como um banquete de rei. Ele estava alegre e bastante bêbado, e ela nada lhe falou até o amanhecer. De manhã, quando Nabal estava sóbrio, sua mulher lhe contou tudo; ele sofreu um ataque e ficou paralisado como pedra. Cerca de dez dias depois, o Senhor feriu Nabal, e ele morreu. Quando Davi soube que Nabal estava morto, disse: "Bendito seja o Senhor, que defendeu a minha causa contra Nabal, por ter me tratado com desprezo. O Senhor impediu seu servo de praticar o mal e fez com que a maldade de Nabal caísse sobre a sua própria cabeça".
Então Davi enviou uma mensagem a Abigail, pedindo-lhe que se tornasse sua mulher. Seus servos foram a Carmelo e disseram a Abigail: "Davi nos mandou buscá-la para que seja sua mulher". Ela se levantou, inclinou-se com o rosto em terra e disse: "Aqui está a sua serva, pronta para servi-los e lavar os pés dos servos de meu senhor". Abigail logo montou num jumento e, acompanhada por suas cinco servas, foi com os mensageiros de Davi e tornou-se sua mulher. Davi também casou-se com Ainoã, de Jezreel; as duas foram suas mulheres. Saul, porém, tinha dado sua filha Mical, mulher de Davi, a Paltiel, filho de Laís, de Galim.
1 Samuel 25:25-44

Sara, porém, viu que o filho que Hagar, a egípcia, dera a Abraão estava rindo de Isaque, e disse a Abra­ão: "Livre-se daquela escrava e do seu filho, porque ele jamais será herdeiro com o meu filho Isaque". Isso perturbou demais Abraão, pois en­volvia um filho seu. Mas Deus lhe disse: "Não se perturbe por causa do menino e da escrava. Atenda a tudo o que Sara lhe pedir, porque será por meio de Isaque que a sua descendência há de ser consider­ada. Mas também do filho da escra­va farei um povo; pois ele é seu descen­dente". Na manhã seguinte, Abraão pegou al­guns pães e uma vasilha de couro cheia d'água, entregou-os a Hagar e, tendo-os colocado nos ombros dela, despediu-a com o menino. Ela se pôs a caminho e ficou vagando pelo deserto de Berseba. Quando acabou a água da vasilha, ela deixou o menino debaixo de um arbusto e foi sentar-se perto dali, à distância de um tiro de flecha, porque pensou: "Não posso ver o menino morrer". Sentada ali perto, começou a chorar. Deus ouviu o choro do menino, e o anjo de Deus, do céu, chamou Hagar e lhe disse: "O que a aflige, Hagar? Não tenha medo; Deus ou­viu o menino chorar, lá onde você o deixou. Le­vante o menino e tome-o pela mão, porque dele farei um grande povo". Então Deus lhe abriu os olhos, e ela viu uma fonte. Foi até lá, encheu de água a vasilha e deu de beber ao menino. Deus estava com o menino. Ele cresceu, viveu no deserto e tornou-se flecheiro. Vivia no deserto de Parã, e sua mãe conseguiu-lhe uma mulher da terra do Egito.
Gênesis 21:9-21

O Senhor foi bondoso com Sara, como lhe dissera, e fez por ela o que prometera. Sara engravidou e deu um filho a Abraão em sua velhice, na época fixada por Deus em sua promessa. Abraão deu o nome de Isaque ao filho que Sara lhe dera. Quando seu filho Isaque tinha oito dias de vida, Abraão o circuncidou, conforme Deus lhe havia ordenado. Estava ele com cem anos de idade quando lhe nasceu Isa­que, seu filho. E Sara disse: "Deus me encheu de riso, e todos os que souberem disso rirão comigo". E acrescentou: "Quem diria a Abraão que Sara amamentaria filhos? Contudo eu lhe dei um filho em sua velhice!" O menino cresceu e foi desmamado. No dia em que Isaque foi desma­mado, Abraão deu uma grande festa.
Gênesis 21:1-8

Jacó habitou na terra de Canaã, onde seu pai tinha vivido como estrangeiro. Esta é a história da família de Jacó:
Quando José tinha dezessete anos, pastoreava os rebanhos com os seus irmãos. Ajudava os filhos de Bila e os filhos de Zilpa, mulheres de seu pai; e contava ao pai a má fama deles. Ora, Israel gostava mais de José do que de qual­quer outro filho, porque lhe havia nasci­do em sua velhice; por isso mandou fazer para ele uma túnica longa. Quando os seus irmãos viram que o pai gostava mais dele do que de qualquer outro filho, odiaram-no e não conse­guiam falar com ele amigavelmente. Certa vez, José teve um sonho e, quando o contou a seus irmãos, eles passaram a odiá-lo ainda mais. "Ouçam o sonho que tive", disse-lhes. "Estávamos amarrando os feixes de trigo no campo, quando o meu feixe se levantou e ficou em pé, e os seus feixes se ajuntaram ao redor do meu e se curvaram diante dele." Seus irmãos lhe disseram: "Então você vai reinar sobre nós? Quer dizer que você vai nos gover­nar?" E o odiaram ainda mais, por causa do sonho e do que tinha dito. Depois teve outro sonho e o contou aos seus irmãos: "Tive outro sonho, e desta vez o sol, a lua e onze estrelas se curvavam diante de mim". Quando o contou ao pai e aos irmãos, o pai o repreendeu e lhe disse: "Que sonho foi esse que você teve? Será que eu, sua mãe, e seus irmãos viremos a nos curvar até o chão diante de você?" Assim seus irmãos tiveram ciúmes dele; o pai, no entanto, refletia naquilo. Os irmãos de José tinham ido cuidar dos rebanhos do pai, perto de Siquém, e Israel disse a José: "Como você sabe, seus irmãos es­tão apas­centando os rebanhos perto de Siquém. Quero que você vá até lá".
"Sim, senhor", respondeu ele. Disse-lhe o pai: "Vá ver se está tudo bem com os seus irmãos e com os rebanhos, e traga-me notícias". Jacó o enviou quando estava no vale de He­brom.
Mas José se perdeu quando se aproximava de Si­quém; um homem o encontrou vagueando pelos campos e lhe perguntou: "Que é que você está procurando?" Ele respondeu: "Procuro meus ir­mãos. Pode me dizer onde eles estão apascentando os rebanhos?" Respondeu o homem: "Eles já partiram daqui. Eu os ouvi dizer: 'Vamos para Dotã' ".
Assim José foi em busca dos seus irmãos e os encontrou perto de Dotã. Mas eles o vi­ram de longe e, antes que chegasse, planejaram matá-lo. "Lá vem aquele sonhador!", diziam uns aos outros. "É agora! Vamos matá-lo e jogá-lo num destes poços, e diremos que um animal selvagem o devorou. Veremos então o que será dos seus so­nhos." Quando Rúben ouviu isso, tentou livrá-lo das mãos deles, dizendo: "Não lhe tiremos a vi­da!" E acrescentou: "Não derramem sangue. Joguem-no naquele poço no deserto, mas não toquem nele". Rúben propôs isso com a inten­ção de livrá-lo e levá-lo de volta ao pai. Chegando José, seus irmãos lhe arranca­ram a túnica longa, agarra­ram-no e o jogaram no poço, que estava vazio e sem água. Ao se assentarem para comer, viram ao longe uma cara­vana de ismaelitas que vinha de Gileade. Seus camelos estavam carregados de especiarias, bálsamo e mirra, que eles levavam para o Egito. Judá disse então a seus irmãos: "Que ganharemos se matarmos o nosso irmão e escon­dermos o seu sangue? Vamos vendê-lo aos ismaelitas. Não tocaremos nele, afinal é nosso irmão, é nosso próprio sangue". E seus irmãos concordaram. Quando os mercadores ismaelitas de Midiã se aproximaram, seus irmãos tiraram José do poço e o venderam por vinte peças de prata aos ismaelitas, que o levaram para o Egito. Quando Rúben voltou ao poço e viu que José não estava lá, rasgou suas vestes e, vol­tando a seus irmãos, disse: "O jovem não está lá! Para onde irei agora?" Então eles mataram um bode, mergu­lha­ram no sangue a túnica de José e a mandaram ao pai com este recado: "Achamos isto. Veja se é a túnica de teu filho". Ele a reconheceu e disse: "É a túnica de meu filho! Um animal selvagem o devorou! José foi despedaçado!" Então Jacó rasgou suas vestes, vestiu-se de pano de saco e chorou muitos dias por seu filho. Todos os seus filhos e filhas vieram consolá-lo, mas ele recusou ser consolado, dizendo: "Não! Chorando descerei à sepultura para junto de meu filho". E continuou a chorar por ele. Nesse meio-tempo, no Egito, os midiani­tas venderam José a Potifar, oficial do faraó e capitão da guarda.
Gênesis 37:1-36

Ao final de dois anos, o faraó teve um sonho. Ele estava em pé junto ao rio Nilo, quan­do saíram do rio sete vacas belas e gordas, que começaram a pastar entre os juncos. Depois saíram do rio mais sete vacas, feias e ma­gras, que foram para junto das outras, à beira do Nilo. Então as vacas feias e magras comeram as sete vacas belas e gordas. Nisso o faraó acordou. Tornou a adormecer e teve outro sonho. Sete espigas de trigo, graúdas e boas, cresciam no mesmo pé. Depois brotaram outras sete es­pigas, mirradas e ressequidas pelo vento leste. As espigas mir­radas engoliram as sete espigas graúdas e cheias. Então o faraó acordou; era um sonho. Pela manhã, perturbado, mandou chamar todos os magos e sábios do Egito e lhes contou os sonhos, mas ninguém foi capaz de interpretá-los. Então o chefe dos copeiros disse ao fa­raó: "Hoje me lembro de minhas faltas. Certa vez o faraó ficou irado com dois dos seus servos e man­dou prender-me junto com o chefe dos padeiros, na casa do capitão da guarda. Certa noite cada um de nós teve um sonho, e cada sonho tinha uma interpretação. Pois bem, havia lá conosco um jovem hebreu, servo do capitão da guarda. Contamos a ele os nossos sonhos, e ele os inter­pretou, dando a cada um de nós a interpretação do seu próprio sonho. E tudo aconteceu conforme ele nos dissera: eu fui restau­rado à minha posição, e o outro foi enforcado". O faraó mandou chamar José, que foi trazido depressa do cala­bouço. Depois de se barbear e trocar de roupa, apresentou-se ao faraó. O faraó disse a José: "Tive um sonho que ninguém consegue interpre­tar. Mas ouvi falar que você, ao ouvir um sonho, é capaz de interpretá-lo". Respondeu-lhe José: "Isso não depende de mim, mas Deus dará ao faraó uma resposta favorável". Então o faraó contou o sonho a José: "Sonhei que estava em pé, à beira do Nilo, quan­do saíram do rio sete vacas, belas e gor­das, que começaram a pastar entre os juncos. De­pois saíram outras sete, raquíticas, muito feias e magras. Nunca vi vacas tão feias em toda a terra do Egito. As vacas magras e feias co­meram as sete vacas gordas que tinham apareci­do primeiro. Mes­mo depois de havê-las comi­do, não parecia que o tivessem feito, pois conti­nuavam tão magras como antes. Então acordei. "Depois tive outro sonho. Vi sete espi­gas de cereal, cheias e boas, que cresciam num mesmo pé. Depois delas, brotaram outras sete, murchas e mirradas, ressequidas pelo vento les­te. As espigas magras engoliram as sete espi­gas boas. Contei isso aos magos, mas ninguém foi capaz de explicá-lo". "O faraó teve um único sonho", disse-lhe José. "Deus revelou ao faraó o que ele está para fazer. As sete vacas boas são sete anos, e as sete espigas boas são também sete anos; trata-se de um único sonho. As sete vacas magras e feias que surgiram depois das outras, e as sete espigas mirradas, quei­madas pelo vento leste, são sete anos. Serão sete anos de fome. "É exatamente como eu disse ao faraó: Deus mostrou ao faraó aquilo que ele vai fazer. Sete anos de muita fartura estão para vir sobre toda a terra do Egito, mas depois virão sete anos de fome. Então todo o tempo de fartura será esquecido, pois a fome arruinará a terra. A fome que virá depois será tão rigorosa que o tempo de fartura não será mais lembrado na terra. O sonho veio ao faraó duas vezes porque a ques­tão já foi decidida por Deus, que se apres­sa em realizá-la. "Procure agora o faraó um homem crite­rioso e sábio e ponha-o no comando da terra do Egito. O faraó também deve estabelecer supervisores para recolher um quin­to da colheita do Egito durante os sete anos de fartura. Eles deverão recolher o que puderem nos anos bons que virão e fazer estoques de trigo que, sob o controle do faraó, serão armazenados nas cida­des. Esse estoque servirá de reserva para os sete anos de fome que virão sobre o Egito, para que a terra não seja arrasada pela fome." O plano pareceu bom ao faraó e a todos os seus conselheiros. Por isso o faraó lhes per­guntou: "Será que vamos achar alguém como este homem, em quem está o espírito divino?" Disse, pois, o faraó a José: "Uma vez que Deus lhe revelou todas essas coisas, não há ninguém tão criterioso e sábio como você. Vo­cê terá o comando de meu palácio, e todo o meu povo se sujeitará às suas ordens. Somente em relação ao trono serei maior que você". E o faraó prosseguiu: "Entrego a você agora o co­mando de toda a terra do Egito". Em seguida, o faraó tirou do dedo o seu anel-selo e o colocou no dedo de José. Mandou-o vestir linho fino e colocou uma corrente de ouro em seu pescoço. Tam­bém o fez subir em sua segunda carruagem real, e à frente os arautos iam gritan­do: "Abram caminho!" Assim José foi posto no comando de toda a terra do Egito. Disse ainda o faraó a José: "Eu sou o faraó, mas sem a sua palavra ninguém poderá levantar a mão nem o pé em todo o Egito". O fa­raó deu a José o nome de Zafenate-Paneia e lhe deu por mulher Azenate, filha de Potífera, sacerdote de Om. Depois José foi inspecionar toda a terra do Egito. José tinha trinta anos de idade quando começou a servir ao faraó, rei do Egito. Ele se ausentou da presença do faraó e foi percorrer todo o Egito. Durante os sete anos de fartura a terra teve grande produção. José recolheu todo o excedente dos sete anos de fartura no Egito e o armazenou nas cidades. Em cada cidade ele armazenava o trigo colhido nas lavouras das redondezas. Assim José estocou muito trigo, como a areia do mar. Tal era a quantidade que ele parou de anotar, porque ia além de toda medida. Antes dos anos de fome, Azenate, filha de Potífera, sacerdote de Om, deu a José dois filhos. Ao primeiro, José deu o nome de Ma­nassés, dizendo: "Deus me fez esquecer todo o meu sofrimento e toda a casa de meu pai". Ao segundo filho, chamou Efraim, dizen­do: "Deus me fez prosperar na terra onde tenho sofrido". Assim chegaram ao fim os sete anos de fartura no Egito, e começaram os sete anos de fome, como José tinha predito. Houve fome em todas as terras, mas em todo o Egito havia ali­mento. Quando todo o Egito começou a sofrer com a fome, o povo clamou ao faraó por comi­da, e este respondeu a todos os egípcios: "Dirijam-se a José e façam o que ele disser". Quando a fome já se havia espalhado por toda a terra, José mandou abrir os locais de ar­mazenamento e começou a vender trigo aos egíp­cios, pois a fome se agravava em todo o Egito. E de toda a terra vinha gente ao Egito para comprar trigo de José, porquanto a fome se agravava em toda parte.
Gênesis 41:1-57

Quando Jacó soube que no Egito ha­via trigo, disse a seus filhos: "Por que estão aí olhando uns para os outros?" Disse ainda: "Ou­vi dizer que há trigo no Egito. Desçam até lá e com­prem trigo para nós, para que possamos continuar vivos e não morramos de fome". Assim dez dos irmãos de José desceram ao Egito para comprar trigo. Jacó não deixou que Benja­mim, irmão de José, fosse com eles, temendo que algum mal lhe acon­tecesse. Os filhos de Israel estavam entre outros que tam­bém foram comprar trigo, por causa da fome na terra de Canaã. José era o governador do Egito e era ele que ven­dia trigo a todo o povo da terra. Por isso, quan­do os irmãos de José chegaram, cur­varam-se diante dele com o rosto em terra. José reco­nheceu os seus irmãos logo que os viu, mas agiu como se não os conhecesse, e lhes falou aspera­mente: "De onde vocês vêm?"
Responderam eles: "Da terra de Canaã, para comprar comida". José reconheceu os seus irmãos, mas eles não o reconheceram. Lembrou-se então dos sonhos que tivera a respeito deles e lhes disse: "Vocês são espiões! Vieram para ver onde a nossa terra está desprotegida". Eles responderam: "Não, meu senhor. Teus servos vieram comprar comida. Todos nós somos filhos do mesmo pai. Teus servos são homens honestos, e não espiões". Mas José insistiu: "Não! Vocês vieram ver onde a nossa terra está desprotegida". E eles disseram: "Teus servos eram doze irmãos, todos filhos do mesmo pai, na terra de Canaã. O caçula está agora em casa com o pai, e o outro já morreu". José tornou a afirmar: "É como lhes fa­lei: Vocês são espiões! Vocês serão postos à prova. Juro pela vida do faraó que vocês não sairão daqui, enquanto o seu irmão caçula não vier para cá. Man­dem algum de vocês buscar o seu irmão enquanto os demais aguardam pre­sos. Assim ficará provado se as suas palavras são verdadeiras ou não. Se não forem, juro pela vida do faraó que ficará confirmado que vocês são espiões!" E os deixou presos três dias. No terceiro dia, José lhes disse: "Eu te­nho temor de Deus. Se querem salvar sua vi­da, façam o seguinte: se vocês são homens honestos, deixem um dos seus irmãos aqui na prisão, enquanto os demais voltam, levando trigo para matar a fome das suas famílias. Tragam-me, porém, o seu irmão caçula, para que se comprovem as suas palavras e vocês não tenham que mor­rer". Eles se prontificaram a fazer isso e disse­ram uns aos outros: "Cer­tamente estamos sendo punidos pelo que fizemos a nosso irmão. Vimos como ele estava angustiado, quando nos implo­rava por sua vida, mas não lhe demos ouvidos; por isso nos sobreveio esta angústia". Rúben respondeu: "Eu não lhes disse que não maltratassem o menino? Mas vocês não quiseram me ouvir! Agora teremos que prestar contas do seu sangue". Eles, porém, não sabiam que José podia compreendê-los, pois ele lhes falava por meio de um intérprete. Nisso José retirou-se e começou a cho­rar, mas logo depois voltou e conversou de no­vo com eles. Então escolheu Simeão e mandou acor­rentá-lo dian­te deles. Em seguida, José deu ordem para que enchessem de trigo suas bagagens, devolvessem a prata de cada um deles, colocando-a nas baga­gens, e lhes dessem mantimentos para a viagem. E assim foi feito. Eles puseram a carga de trigo sobre os seus jumentos e partiram. No lugar onde pararam para pernoitar, um deles abriu a bagagem para pegar forragem para o seu jumento e viu a prata na boca da ba­gagem. E disse a seus irmãos: "Devolveram a minha prata. Está aqui em minha ba­gagem".
Tomados de pavor em seu coração e tremendo, disseram uns aos outros­: "Que é isto que Deus fez conosco?" Ao chegarem à casa de seu pai Jacó, na terra de Canaã, relataram-lhe tudo o que lhes acontecera, dizendo: "O homem que governa aquele país falou asperamente conosco e nos tratou como espiões. Mas nós lhe as­seguramos que somos homens honestos e não espiões. Dissemos também que éramos doze irmãos, filhos do mesmo pai, e que um já havia morrido e que o caçula estava com o nosso pai, em Canaã. "Então o homem que governa aquele país nos disse: 'Vejamos se vocês são honestos: um dos seus ir­mãos ficará aqui comigo, e os outros poderão voltar e levar mantimentos para matar a fome das suas famílias. Tragam-me, porém, o seu irmão caçula, para que eu compro­ve que vocês não são espiões, mas sim, homens honestos. Então lhes devolverei o irmão e os autorizarei a fazer negócios nesta terra' ". Ao esvaziarem as bagagens, dentro da bagagem de cada um estava a sua bolsa cheia de prata. Quando eles e seu pai viram as bolsas cheias de prata, ficaram com medo. E disse-lhes seu pai Jacó: "Vocês estão tirando meus filhos de mim! Já fiquei sem José, agora sem Simeão e ainda querem levar Benjamim. Tudo está contra mim!" Então Rúben disse ao pai: "Podes matar meus dois filhos se eu não o trouxer de volta. Deixa-o aos meus cuidados, e eu o trarei". Mas o pai respondeu: "Meu filho não descerá com vocês; seu irmão está morto, e ele é o único que resta. Se qualquer mal lhe aconte­cer na viagem que estão por fazer, vocês farão estes meus cabelos brancos descer à sepultu­ra com tristeza".
Gênesis 42:1-38

A fome continuava rigorosa na terra. Assim, quando acabou todo o trigo que os fi­lhos de Jacó tinham tra­zido do Egito, seu pai lhes disse: "Voltem e comprem um pouco mais de comida para nós". Mas Judá lhe disse: "O homem nos adver­tiu s­everamente: 'Não voltem à minha presença, a não ser que tragam o seu ir­mão'. Se enviares o nosso irmão conosco, desceremos e comprare­mos comida para ti. Mas, se não o enviares conosco, não iremos, porque foi assim que o ho­mem falou: 'Não voltem à minha presença, a não ser que tragam o seu irmão' ". Israel perguntou: "Por que me causaram esse mal, contando àquele homem que tinham outro ir­mão?" E lhe responderam: "Ele nos interrogou sobre nós e sobre nossa família. E também nos perguntou: 'O pai de vocês ainda está vivo? Vocês têm outro irmão?' Nós simplesmente respondemos ao que ele nos perguntou. Como poderíamos saber que ele exigiria que levásse­mos o nosso irmão­?" Então disse Judá a Israel, seu pai: "Deixa o jovem ir comigo e partiremos imediatamente, a fim de que tu, nós e nossas crianças sobre­viva­mos e não venhamos a morrer. Eu me compro­meto pessoalmente pela segurança dele; podes me considerar responsável por ele. Se eu não o trouxer de volta e não o colocar bem aqui na tua presença, serei culpado diante de ti pelo resto da minha vida. Como se vê, se não tivéssemos demorado tanto, já teríamos ido e voltado duas vezes". Então Israel, seu pai, lhes disse: "Se tem que ser assim, que seja! Coloquem alguns dos melhores produtos da nossa terra na bagagem e levem-nos como presente ao tal homem: um pouco de bálsamo, um pouco de mel, algumas especiarias e mirra, algumas nozes de pistache e amên­doas. Levem prata em dobro, e devolvam a prata que foi colocada de volta na boca da bagagem de vocês. Talvez isso tenha acontecido por engano. Pe­guem também o seu irmão e voltem àque­le homem. Que o Deus todo-po­deroso lhes conceda miseri­cór­dia diante daquele homem, para que ele permita que o seu outro irmão e Benjamim voltem com vocês. Quan­to a mim, se ficar sem filhos, sem filhos ficarei". Então os homens desceram ao Egito, levando o presente, prata em dobro e Ben­jamim, ­e foram à presença de José. Quando José viu Benjamim com eles, disse ao administrador de sua casa: "Leve estes homens à minha casa, mate um animal e prepare-o; eles almoçarão comigo ao meio-dia". Ele fez o que lhe fora ordenado e levou-os à casa de José. Eles ficaram com medo, quan­do foram levados à casa de José, e pensa­ram: "Trouxeram-nos aqui por causa da prata que foi devolvida às nossas bagagens na primei­ra vez. Ele quer atacar-nos, subjugar-nos, tornar-nos escravos e tomar de nós os nossos ju­mentos". Por isso, dirigiram-se ao administrador da casa de José e lhe disseram à entrada da casa: "Ouça, senhor! A primeira vez que viemos aqui foi realmente para comprar comida. Mas, no lugar em que paramos para pernoitar, abrimos nossas bagagens e cada um de nós encon­trou a prata que tinha trazido, na quantia exata. Por isso a trou­xemos de volta conosco, além de mais prata, para comprar comida. Não sabemos quem pôs a prata em nossa bagagem". "Fiquem tranquilos", disse o administra­dor. "Não tenham medo. O seu Deus, o Deus de seu pai, foi quem lhes deu um tesouro em suas bagagens, porque a prata de vocês eu recebi." Então soltou ­Simeão e o levou à presença deles. Em seguida, os levou à casa de José, deu-lhes água para lavarem os pés e forragem para os seus jumentos. Eles então prepararam o pre­sente para a chegada de José ao meio-dia, por­que ficaram sabendo que iriam almoçar ali. Quando José chegou, eles o presentea­ram com o que tinham trazido e curvaram-se diante dele até o chão. Ele então lhes pergun­tou como passavam e disse em seguida: "Como vai o pai de vocês, o homem idoso de quem me falaram? Ainda está vivo?" Eles responderam: "Teu servo, nosso pai, ainda vive e passa bem". E se curvaram para prestar-lhe honra. Olhando ao redor e vendo seu irmão Benjamim, filho de sua mãe, José perguntou: "É este o irmão caçula de quem me falaram?" E acrescen­tou: "Deus lhe conceda graça, meu fi­lho". Profundamente emocionado por causa de seu irmão, José apressou-se em sair à procura de um lugar para chorar, e, entrando em seu quarto, chorou. Depois de lavar o rosto, saiu e, controlando-se, disse: "Sirvam a comida". Serviram a ele em separado dos seus irmãos e também dos egípcios que comiam com ele, porque os egípcios não podiam comer com os hebreus, pois isso era sacrilégio para eles. Se­us irmãos foram colocados à mesa perante ele por ordem de idade, do mais velho ao mais moço, e olhavam perplexos uns para os outros. Então ­lhes serviram da comida da mesa de José, e a porção de Benjamim era cinco vezes maior que a dos outros. E eles festejaram e be­beram à vontade.
Gênesis 43:1-34

José deu as seguintes ordens ao admi­nistrador de sua casa: "Encha as bagagens des­ses homens com todo o mantimento que pude­rem carregar e coloque a prata de cada um na boca de sua bagagem. Depois coloque a minha taça, a taça de prata, na boca da bagagem do caçula, junto com a prata paga pelo trigo". E ele fez tudo conforme as ordens de José. Assim que despontou a manhã, despedi­ram os homens com os seus jumentos. Ainda não tinham se afastado da cidade, quando José disse ao administrador de sua casa: "Vá atrás daqueles homens e, quando os alcançar, diga-lhes: Por que retribuíram o bem com o mal? Não é esta a taça que o meu senhor usa para beber e para fazer adivinhações? Vocês comete­ram grande mal­dade!" Quando ele os alcançou, repetiu-lhes es­sas palavras. Mas eles lhe responderam: "Por que o meu senhor diz isso? Longe dos seus ser­vos fazer tal coisa! Nós lhe trouxemos de volta, da terra de Canaã, a prata que encontramos na boca de nossa bagagem. Como roubaríamos prata ou ouro da casa do seu senhor? Se algum dos seus servos for encontrado com ela, morre­rá; e nós, os demais, seremos escravos do meu se­nhor". E disse ele: "Concordo. Somente quem for encontrado com ela será meu escravo; os demais estarão livres". Cada um deles descarregou depressa a sua bagagem e abriu-a. O administrador come­çou então a busca, desde a bagagem do mais velho até a do mais novo. E a taça foi encon­tra­da na bagagem de Benjamim. Diante disso, eles rasgaram as suas vestes. Em seguida, todos pu­seram a carga de novo em seus jumentos e re­tornaram à cidade. Quando Judá e seus irmãos chegaram à casa de José, ele ainda estava lá. Então eles se lançaram ao chão perante ele. E José lhes per­guntou: "Que foi que vocês fizeram? Vocês não sabem que um homem como eu tem poder para adivinhar?" Respondeu Judá: "O que diremos a meu senhor? Que podemos falar? Como podemos provar nossa inocência? Deus trouxe à luz a culpa dos teus servos. Agora somos escravos do meu senhor, como também aquele que foi en­contrado com a taça". Disse, porém, José: "Longe de mim fazer tal coisa! Somente aquele que foi encontrado com a taça será meu escravo. Os demais podem voltar em paz para a casa do seu pai". Então Judá dirigiu-se a ele, dizendo: "Por favor, meu senhor, permite-me dizer-te uma palavra. Não se acenda a tua ira contra o teu servo, embora sejas igual ao próprio faraó. Meu senhor pergun­tou a estes seus servos se ainda tínhamos pai e algum outro irmão. E nós respondemos: Temos um pai já idoso, cujo filho caçula nasceu-lhe em sua velhice. O irmão deste já morreu, e ele é o único filho da mesma mãe que restou, e seu pai o ama muito. "Então disseste a teus servos que o trou­xessem a ti para que os teus olhos pudessem vê-lo. E nós respondemos a meu senhor que o jovem não poderia deixar seu pai, pois, caso o fizesse, seu pai morreria. Todavia disseste a teus servos que, se o nosso irmão caçula não viesse conosco, nunca mais veríamos a tua face. Quando voltamos a teu servo, a meu pai, contamos-lhe o que o meu senhor tinha dito. "Quando o nosso pai nos mandou voltar para comprar um pouco mais de comida, nós lhe dissemos: 'Só poderemos voltar para lá, se o nosso irmão caçula for conosco. Pois não pode­remos ver a face daquele homem, a não ser que o nosso irmão caçula esteja conosco'. "Teu servo, meu pai, nos disse então: 'Vocês sabem que minha mulher me deu apenas dois filhos. Um deles se foi, e eu disse: Com certeza foi despedaçado. E, até hoje, nunca mais o vi. Se agora vocês também levarem este de mim, e algum mal lhe acontecer, a tristeza que me causarão fará com que os meus cabelos bran­cos desçam à sepultura'. "Agora, pois, se ­eu voltar a teu servo, a meu pai, sem levar o jovem conosco, logo que meu pai, que é tão apegado a ele, perceber que o jovem não está conosco, morrerá. Teus servos farão seu velho pai descer seus cabelos brancos à sepultura com tristeza. "Além disso, teu servo garantiu a segu­rança do jovem a seu pai, dizendo-lhe: 'Se eu não o trouxer de volta, suportarei essa culpa diante de ti pelo resto da minha vida!' "Por isso agora te peço, por favor, deixa o teu servo ficar como escravo do meu senhor no lugar do jovem e permite que ele volte com os seus irmãos. Como poderei eu voltar a meu pai sem levar o jovem comigo? Não! Não posso ver o mal que sobreviria a meu pai".
Gênesis 44:1-34

Israel partiu com tudo o que lhe per­tencia. Ao chegar a Ber­seba, ofereceu sacrifícios ao Deus de Isaque, seu pai. E Deus falou a Israel por meio de uma visão noturna: "Jacó! Jacó!"
"Eis-me aqui", respondeu ele. "Eu sou Deus, o Deus de seu pai", disse ele. "Não tenha medo de descer ao Egito, por­que lá farei de você uma grande nação. Eu mes­mo descerei ao Egito com você e certamente o trarei de volta. E a mão de José fecha­rá os seus olhos." Então Jacó partiu de Berseba. Os filhos de Israel levaram seu pai, Jacó, seus filhos e as suas mulheres nas carruagens que o faraó tinha envia­do. Também levaram os seus rebanhos e os bens que tinham adqui­rido em Canaã. Assim Jacó foi para o Egito com toda a sua descendên­cia. Levou consigo para o Egito seus filhos, seus netos, suas filhas e suas netas, isto é, todos os seus descenden­tes. Estes são os nomes dos israelitas, Jacó e seus descendentes, que foram para o Egito:
Rúben, o filho mais velho de Jacó. Estes foram os filhos de Rúben:
Enoque, Palu, Hezrom e Carmi. Estes foram os filhos de Simeão:
Jemuel, Jamim, Oade, Jaquim, Zoar
e Saul, filho de uma cananeia. Estes foram os filhos de Levi:
Gérson, Coate e Merari. Estes foram os filhos de Judá:
Er, Onã, Selá, Perez e Zerá.
Er e Onã morreram na terra de Canaã.
Estes foram os filhos de Perez:
Hezrom e Hamul. Estes foram os filhos de Issacar:
Tolá, Puá, Jasube e Sinrom. Estes foram os filhos de Zebulom:
Serede, Elom e Jaleel. Foram esses os filhos que Lia deu a Jacó em Padã-Arã, além de Diná, sua filha. Seus des­cendentes eram ao todo trinta e três. Estes foram os filhos de Gade:
Zefom, Hagi, Suni, Esbom,
Eri, Arodi e Areli. Estes foram os filhos de Aser:
Imna, Isvá, Isvi e Berias,
e a irmã deles, Sera.
Estes foram os filhos de Berias:
Héber e Malquiel. Foram esses os dezesseis descendentes que Zil­pa, serva que Labão tinha dado à sua filha Lia, deu a Jacó. Estes foram os filhos de Raquel, mulher de Jacó:
José e Benjamim. Azenate, filha de Potífera, sacerdote de Om, deu dois filhos a José no Egito: Manassés e Efraim. Estes foram os filhos de Benjamim:
Belá, Bequer, Asbel, Gera, Naamã,
Eí, Rôs, Mupim, Hupim e Arde. Foram esses os ca­torze descendentes que Raquel deu a Jacó. O filho de Dã foi Husim. Estes foram os filhos de Naftali:
Jazeel, Guni, Jezer e Silém. Foram esses os sete descendentes que Bila, serva que Labão tinha dado à sua filha Ra­quel, deu a Jacó. Todos os que foram para o Egito com Jacó, todos os ­seus descendentes, sem contar as mulheres de seus filhos, totalizaram sessenta e seis pessoas. Com mais os dois filhos que nas­ceram a José no Egito, os mem­bros da família de Jacó que foram para o Egito chegaram a seten­ta. Ora, Jacó enviou Judá à sua frente a Jo­sé, para saber como ir a Gósen. Quando lá che­garam, José, de carruagem pronta, partiu para Gósen para encontrar-se com seu pai, Israel. Assim que o viu, correu para abraçá-lo e, abra­çado a ele, chorou longamente. Israel disse a José: "Agora já posso mor­rer, pois vi o seu rosto e sei que você ainda está vivo". Então José disse aos seus irmãos e a toda a família de seu pai: "Vou partir e informar ao faraó que os meus irmãos e toda a família de meu pai, que viviam em Canaã, vieram para cá. Direi que os homens são pastores, cuidam de rebanhos, e trouxeram consigo suas ovelhas, seus bois e tudo quanto lhes pertence. Quando o faraó mandar chamá-los e perguntar: 'Em que vocês trabalham?', respondam-lhe assim: 'Teus servos criam rebanhos desde pequenos, como o fizeram nossos antepassados'. Assim lhes será per­mitido habitar na região de Gósen, pois todos os pastores são desprezados pelos egípcios".
Gênesis 46:1-34

José foi dar as notícias ao faraó: "Meu pai e meus irmãos chegaram de Canaã com suas ovelhas, seus bois e tudo o que lhes pertence, e estão agora em Gósen". Depois escolheu cinco de seus irmãos e os apresentou ao faraó. Perguntou-lhes o faraó: "Em que vocês trabalham?"
Eles lhe responderam: "Teus servos são pastores, como os nossos antepassados". Disseram-lhe ainda: "Vie­mos morar aqui por uns tempos, porque a fome é rigorosa em Ca­naã, e os rebanhos de teus servos não têm pasta­gem. Agora, por favor, permite que teus servos se estabeleçam em Gósen". Então o faraó disse a José: "Seu pai e seus irmãos vieram a você, e a terra do Egito está a sua disposição; faça com que seu pai e seus irmãos habitem na melhor parte da terra. Deixe-os morar em Gósen. E, se você vê que alguns deles são competentes, ponha-os como responsáveis por meu reba­nho". Então José levou seu pai Jacó ao faraó e o apresentou a ele. Depois Jacó abençoou o faraó, e este lhe perguntou: "Quantos anos o senhor tem?" Jacó respondeu ao faraó: "São cento e trinta os anos da minha peregrina­ção. Foram poucos e difíceis e não chegam aos anos da pe­regrinação dos meus antepassados". Então, Jacó abençoou o faraó e retirou-se. José instalou seu pai e seus irmãos e deu-lhes propriedade na melhor parte das terras do Egito, na região de Ramessés, conforme a or­dem do faraó. Providenciou também sustento para seu pai, para seus irmãos e para toda a sua família, de acordo com o número de filhos de cada um. Não havia mantimento em toda a região, pois a fome era rigorosa; tanto o Egito como Canaã desfaleciam por causa da fome. José recolheu toda a prata que circulava no Egito e em Canaã, dada como pagamento do trigo que o povo comprava, e levou-a ao palácio do faraó. Quan­do toda a prata do Egito e de Canaã se esgotou, todos os egípcios foram suplicar a José­: "Dá-nos comida! Não nos deixes morrer só porque a nossa ­prata acabou". E José lhes disse: "Tragam então os seus rebanhos, e em troca lhes darei trigo, uma vez que a prata de vocês acabou". E trouxeram a José os rebanhos, e ele deu-lhes trigo ­em troca de cavalos, ovelhas, bois e jumentos. Durante aquele ano inteiro ele os sustentou em troca de todos os seus rebanhos. O ano passou, e no ano seguinte volta­ram a José, dizendo: "Não temos como esconder de ti, meu senhor, que uma vez que a nossa pra­ta acabou e os nossos reba­nhos lhe pertencem, nada mais nos resta para oferecer, a não ser os nossos próprios corpos e as nossas terras. Não deixes que morramos­ e que as nossas terras pe­reçam diante dos teus olhos! Compra-nos, e compra as nossas terras, em troca de ­trigo, e nós, com as nossas terras, se­remos escravos do faraó. Dá-nos sementes para que sobrevivamos e não morramos de fome, a fim de que a terra não fique desola­da". Assim, José comprou todas as terras do Egito para o faraó. Todos os egípcios tiveram que vender os seus campos, pois a fome os obri­gou a isso. A terra tornou-se propriedade do faraó. Quanto ao povo, José o reduziu à servi­dão, de uma à outra extremidade do Egito. Somen­te as terras dos sacerdotes não foram compradas, porque, por lei, esses recebiam sustento regular do faraó, e disso viviam. Por isso não tiveram que vender as suas terras. Então José disse ao povo: "Ouçam! Hoje comprei vocês e suas terras para o faraó; aqui estão as sementes para que cultivem a terra. Mas vocês darão a quinta parte das suas colheitas ao faraó. Os outros quatro quintos ficarão para vocês como sementes para os cam­pos e como alimento para vocês, seus filhos e os que vivem em suas casas". Eles disseram: "Meu senhor, tu nos sal­vaste a vida. Visto que ­nos favoreceste, seremos escravos do faraó". Assim, quanto à terra, José estabeleceu o seguinte decreto no Egito, que permanece até hoje: um quinto da produção pertence ao faraó. So­mente as terras dos sacerdo­tes não se torna­ram propriedade do faraó. Os israelitas se estabeleceram no Egito, na região de Gósen. Lá adqui­riram proprieda­des, foram prolíferos e multiplicaram-se muito. Jacó viveu dezessete anos no Egito, e os anos da sua vida chegaram a cento e quarenta e sete. Aproximando-se a hora da sua morte, Israel chamou seu filho José e lhe disse: "Se quer agradar-me, ponha a mão debaixo da minha coxa e prometa que será bondoso e fiel comigo: Não me sepulte no Egito. Quando eu descan­sar com meus pais, leve-me daqui do Egito e sepulte-me junto a eles".
José respondeu: "Farei como o senhor me pede". Mas Jacó insistiu: "Jure-me". E José lhe ju­rou, e Israel curvou-se apoia­do em seu bor­dão.
Gênesis 47:1-31

Algum tempo depois, disseram a José: "Seu pai está doente"; e ele foi vê-lo, levando consigo seus dois filhos, Manassés e Efraim. E anun­ciaram a Jacó: "Seu filho José veio vê-lo". Israel reuniu suas forças e assentou-se na cama. Então disse Jacó a José: "O Deus todo-poderoso apa­receu-me em Luz, na terra de Ca­naã, e ali me abençoou, dizendo: 'Eu o farei prolífero e o multiplicarei. Farei de você uma comunidade de povos e darei esta terra por propriedade perpétua aos seus descendentes'. "Agora, pois, os seus dois filhos que lhe nasceram no Egito, antes da minha vinda para cá, serão reconhecidos como meus; Efraim e Manassés serão meus, como são meus Rúben e Simeão. Os filhos que lhe nascerem depois de­les serão seus; serão convocados sob o nome dos seus irmãos para receberem sua herança. Quan­do eu vol­tava de Padã, para minha tristeza Raquel morreu em Canaã, quando ainda estáva­mos a caminho, a pouca distância de Efra­ta. Eu a sepultei ali, ao lado do caminho para Efrata, que é Belém". Quando Israel viu os filhos de José, per­guntou: "Quem são estes?" Respondeu José a seu pai: "São os filhos que Deus me deu aqui".
Então Israel disse: "Traga-os aqui para que eu os abençoe". Os olhos de Israel já estavam enfraqueci­dos por causa da idade avançada, e ele mal po­dia enxergar. Por isso José levou seus filhos para perto dele, e seu pai os beijou e os abraçou. E Israel disse a José: "Nunca pensei que veria a sua face novamente, e agora Deus me concede ver também os seus filhos!" Em seguida, José os tirou do colo de Israel e cur­vou-se com o rosto em terra. E José to­mou os dois, Efraim à sua direita, perto da mão esquerda de Israel, e Manassés à sua esquerda, perto da mão direita de Israel, e os aproximou dele. Israel, porém, estendeu a mão direi­ta e a pôs sobre a cabeça de Efraim, embora este fosse o mais novo e, cruzando os braços, pôs a mão esquerda sobre a cabeça de Manassés, embora Manassés fosse o filho mais velho. E abençoou a José, dizendo:
"Que o Deus, a quem serviram
meus pais Abraão e Isaque,
o Deus que tem sido o meu pastor
em toda a minha vida até o dia de hoje, o Anjo que me redimiu de todo o mal,
abençoe estes meninos.
Sejam eles chamados pelo meu nome
e pelos nomes de meus pais
Abraão e Isaque,
e cresçam muito na terra". Quando José viu seu pai colocar a mão direita sobre a cabeça de Efraim, não gostou; por isso pegou a mão do pai, a fim de mudá-la da cabeça de Efraim para a de Manassés, e lhe disse: "Não, meu pai, este aqui é o mais velho; ponha a mão direita sobre a cabeça dele". Mas seu pai recusou-se e respondeu: "Eu sei, meu fi­lho, eu sei. Ele também se tornará um povo, também será grande. Apesar disso, seu irmão mais novo será maior do que ele, e seus descendentes se tornarão mui­tos povos". Assim, Jacó os abençoou naquele dia, dizendo:
"O povo de Israel usará os seus nomes para abençoar uns aos outros com esta expressão:
Que Deus faça a você como fez a Efra­im e a Manassés!"
E colocou Efraim à frente de Manassés. A seguir, Israel disse a José: "Estou para morrer, mas Deus estará com vocês e os levará de volta à terra de seus antepassados. E a vo­cê, como alguém que está acima de seus irmãos, dou a região montanhosa que tomei dos amorreus com a minha espada e com o meu arco".
Gênesis 48:1-22

Então Jacó chamou seus filhos e dis­se: "Ajun­tem-se a meu lado para que eu lhes diga o que lhes acontecerá nos dias que virão. "Reúnam-se para ouvir, filhos de Jacó;
ouçam o que diz Israel, seu pai. "Rúben, você é meu primogênito,
minha força,
o primeiro sinal do meu vigor,
superior em honra, superior em poder. Turbulento como as águas,
já não será superior,
porque você subiu à cama de seu pai,
ao meu leito, e o desonrou. Simeão e Levi são irmãos;
suas espadas são armas de violência. Que eu não entre no conselho deles,
nem participe da sua assembleia,
porque em sua ira mataram homens
e a seu bel-prazer aleijaram bois,
cortando-lhes o tendão. Maldita seja a sua ira, tão tremenda,
e a sua fúria, tão cruel!
Eu os dividirei pelas terras de Jacó
e os dispersarei em Israel. Judá, seus irmãos o louvarão,
sua mão estará sobre o pescoço
dos seus inimigos;
os filhos de seu pai se curvarão
diante de você. Judá é um leão novo.
Você vem subindo, filho meu,
depois de matar a presa.
Como um leão, ele se assenta;
e deita-se como uma leoa;
quem tem coragem de acordá-lo? O cetro não se apartará de Judá,
nem o bastão de comando
de seus descendentes,
até que venha aquele
a quem ele pertence,
e a ele as nações obedecerão. Ele amarrará seu jumento
a uma videira;
e o seu jumentinho,
ao ramo mais seleto;
lavará no vinho as suas roupas;
no sangue das uvas,
as suas vestimentas. Seus olhos serão mais escuros
que o vinho;
seus dentes, mais brancos que o leite. Zebulom morará à beira-mar
e se tornará um porto para os navios;
suas fronteiras se estenderão até Sidom. Issacar é um jumento forte,
deitado entre as suas cargas. Quando ele perceber como é bom
o seu lugar de repouso
e como é aprazível a sua terra,
curvará seus ombros ao fardo
e se submeterá a trabalhos forçados. Dã defenderá o direito do seu povo
como qualquer das tribos de Israel. Dã será uma serpente
à beira da estrada,
uma víbora à margem do caminho,
que morde o calcanhar do cavalo
e faz cair de costas o seu cavaleiro. Ó Senhor, eu espero a tua libertação! Gade será atacado por um bando,
mas é ele que o atacará e o perseguirá. A mesa de Aser será farta;
ele oferecerá manjares de rei. Naftali é uma gazela solta,
que por isso faz festa. José é uma árvore frutífera,
árvore frutífera à beira de uma fonte,
cujos galhos passam por cima do muro. Com rancor arqueiros o atacaram,
atirando-lhe flechas com hostilidade. Mas o seu arco permaneceu firme;
os seus braços continuaram fortes, ágeis para atirar,
pela mão do Poderoso de Jacó,
pelo nome do Pastor, a Rocha de Israel, pelo Deus de seu pai, que ajuda você,
o Todo-poderoso, que o abençoa
com bênçãos dos altos céus,
bênçãos das profundezas,
bênçãos da fertilidade e da fartura. As bênçãos de seu pai são superiores
às bênçãos dos montes antigos,
às delícias das colinas eternas.
Que todas essas bênçãos repousem
sobre a cabeça de José,
sobre a fronte daquele que foi separado
de entre os seus irmãos. Benjamim é um lobo predador;
pela manhã devora a presa
e à tarde divide o despojo". São esses os que formaram as doze tri­bos de Israel, e foi isso que seu pai lhes disse, ao abençoá-los, dando a cada um a bênção que lhe pertencia. A seguir, Jacó deu-lhes estas instruções: "Estou para ser reunido aos meus antepassados. Sepultem-me junto aos meus pais na caverna do campo de Efrom, o hitita, na caverna do cam­po de Macpela, perto de Manre, em Canaã, campo que Abraão comprou de Efrom, o hitita, como propriedade para sepultura. Ali foram sepultados Abraão e Sara, sua mulher, e Isaque e Rebeca, sua mulher; ali também sepultei Lia. "Tanto o campo como a caverna que nele está foram comprados dos hititas". Ao acabar de dar essas instruções a seus filhos, Jacó deitou-se, expirou e foi reunido aos seus antepassados.
Gênesis 49:1-33

José atirou-se sobre seu pai, chorou sobre ele e o beijou. Em seguida, deu ordens aos médicos, que estavam ao seu serviço, que embal­sa­massem seu pai Israel. E eles o embalsa­maram. Leva­ram qua­renta dias completos, pois esse era o tempo para o embal­samamen­to. E os egípcios choraram sua morte setenta dias. Passados os dias de luto, José disse à corte do faraó: "Se posso contar com a bondade de vocês, falem com o faraó em meu favor. Digam-lhe que meu pai fez-me prestar-lhe o seguinte juramento: 'Estou à beira da morte; sepulte-me no túmulo que preparei para mim na terra de Canaã'. Agora, pois, peçam-lhe que me permita partir e sepultar meu pai; logo depois voltarei". Respondeu o faraó: "Vá e faça o sepulta­mento de seu pai como este o fez jurar". Então José partiu para sepultar seu pai. Com ele foram todos os conselheiros do faraó, as autoridades da sua corte e todas as autorida­des do Egito, e, além deles, todos os da família de José, os seus irmãos e todos os da casa de seu pai. Somente as crianças, as ovelhas ­e os bois foram deixados em Gósen. Carruagens e cava­leiros também o acompanharam. A comiti­va era imen­sa. Chegando à eira de Atade, perto do Jor­dão, lamentaram-se em alta voz, com grande amar­gura; e ali José guardou sete dias de pranto pela morte do seu pai. Quando os cananeus que lá habitavam viram aquele pranto na eira de Atade, disseram: "Os egípcios estão celebrando uma cerimônia de luto solene". Por essa razão, aque­le lugar, próximo ao Jordão, foi chamado Abel-Mizraim. Assim fizeram os filhos de Jacó o que este lhes havia ordenado: Levaram-no à terra de Canaã e o sepultaram na caverna do campo de Macpela, perto de Manre, que, com o campo, Abraão tinha comprado de Efrom, o hitita, para que lhe ser­visse de propriedade para sepultura. Depois de sepultar seu pai, José voltou ao Egito, com os seus irmãos e com to­dos os demais que o tinham acompanhado. Vendo os irmãos de José que seu pai havia morrido, disseram: "E se José tiver rancor contra nós e resolver retribuir todo o mal que lhe causamos?" Então mandaram um recado a José, dizendo: "Antes de morrer, teu pai nos ordenou que te disséssemos o seguinte: 'Peço-lhe que perdoe os erros e pecados de seus ir­mãos que o trataram com tanta maldade!' Agora, pois, perdoa os pecados dos servos do Deus do teu pai". Quan­do recebeu o recado, José chorou. Depois vieram seus irmãos, prostraram-se diante dele e disseram: "Aqui estamos. Somos teus escravos!" José, porém, lhes disse: "Não tenham medo. Estaria eu no lugar de Deus? Vocês planejaram o mal contra mim, mas Deus o tor­nou em bem, para que hoje fosse preservada a vida de muitos. Por isso, não tenham medo. Eu sustentarei vocês e seus filhos". E assim os tranqui­lizou e lhes falou ama­velmente. José permaneceu no Egito, com toda a família de seu pai. Viveu cento e dez anos e viu a terceira geração dos filhos de Efraim. Além disso, recebeu como seus os filhos de Maquir, filho de Manassés. Antes de morrer José disse a seus ir­mãos: "Estou à beira da morte. Mas Deus certamente virá em auxílio de vocês e os tirará desta terra, levando-os para a terra que prometeu com juramento a Abraão, a Isaque e a Jacó". E José fez que os filhos de Israel lhe prestassem um juramento, dizen­do-lhes: "Quando Deus intervier em favor de vocês, levem os meus ossos da­qui". Morreu José com a idade de cento e dez anos. E, depois de embalsamado, foi colocado num sarcófago no Egito.
Gênesis 50:1-26

"Eles comerão,
mas não terão o suficiente;
eles se prostituirão,
mas não aumentarão a prole,
porque abandonaram o Senhor
para se entregarem à prostituição,
ao vinho velho e ao novo,
prejudicando o discernimento
do meu povo. Eles pedem conselhos
a um ídolo de madeira,
e de um pedaço de pau
recebem resposta.
Um espírito de prostituição
os leva a desviar-se;
eles são infiéis ao seu Deus.
Oséias 4:10-12

Enquanto estavam lá, chegou o tempo de nascer o bebê, e ela deu à luz o seu primogênito. Envolveu-o em panos e o colocou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria. Havia pastores que estavam nos campos próximos e durante a noite tomavam conta dos seus rebanhos. E aconteceu que um anjo do Senhor apareceu-lhes e a glória do Senhor resplandeceu ao redor deles; e ficaram aterrorizados. Mas o anjo lhes disse: "Não tenham medo. Estou trazendo boas-novas de grande alegria para vocês, que são para todo o povo: Hoje, na cidade de Davi, nasceu o Salvador, que é Cristo, o Senhor. Isto servirá de sinal para vocês: encontrarão o bebê envolto em panos e deitado numa manjedoura". De repente, uma grande multidão do exército celestial apareceu com o anjo, louvando a Deus e dizendo: "Glória a Deus nas alturas,
e paz na terra aos homens
aos quais ele concede
o seu favor". Quando os anjos os deixaram e foram para os céus, os pastores disseram uns aos outros: "Vamos a Belém, e vejamos isso que aconteceu, e que o Senhor nos deu a conhecer". Então correram para lá e encontraram Maria e José e o bebê deitado na manjedoura. Depois de o verem, contaram a todos o que lhes fora dito a respeito daquele menino, e todos os que ouviram o que os pastores diziam ficaram admirados. Maria, porém, guardava todas essas coisas e sobre elas refletia em seu coração. Os pastores voltaram glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham visto e ouvido, como lhes fora dito.
Lucas 2:6-20

pois são vida para quem as encontra
e saúde para todo o seu ser. Acima de tudo, guarde o seu coração,
pois dele depende toda a sua vida. Afaste da sua boca as palavras perversas;
fique longe dos seus lábios a maldade. Olhe sempre para a frente,
mantenha o olhar fixo
no que está adiante de você. Veja bem por onde anda,
e os seus passos serão seguros. Não se desvie nem para a direita
nem para a esquerda;
afaste os seus pés da maldade.
Provérbios 4:22-27

Porque, embora seja livre de todos, fiz-me escravo de todos, para ganhar o maior número possível de pessoas. Tornei-me judeu para os judeus, a fim de ganhar os judeus. Para os que estão debaixo da Lei, tornei-me como se estivesse sujeito à Lei (embora eu mesmo não esteja debaixo da Lei), a fim de ganhar os que estão debaixo da Lei.
1 Coríntios 9:19-20

Quando voltou, de novo os encontrou dormindo, porque seus olhos estavam pesados. Então os deixou novamente e orou pela terceira vez, dizendo as mesmas palavras.
Mateus 26:43-44

Voltando pela terceira vez, ele lhes disse: "Vocês ainda dormem e descansam? Basta! Chegou a hora! Eis que o Filho do homem está sendo entregue nas mãos dos pecadores. Levantem-se e vamos! Aí vem aquele que me trai!"
Marcos 14:41-42

Enquanto ele ainda falava, chegou Judas, um dos Doze. Com ele estava uma grande multidão armada de espadas e varas, enviada pelos chefes dos sacerdotes e líderes religiosos do povo. O traidor havia combinado um sinal com eles, dizendo-lhes: "Aquele a quem eu saudar com um beijo, é ele; prendam-no".
Mateus 26:47-48

Dirigindo-se imediatamente a Jesus, Judas disse: "Salve, Mestre!", e o beijou. Jesus perguntou: "Amigo, o que o traz?"
Então os homens se aproximaram, agarraram Jesus e o prenderam.
Mateus 26:49-50

Vocês viveram luxuosamente na terra, desfrutando prazeres, e fartaram-se de comida em dia de abate. Vocês têm condenado e matado o justo, sem que ele ofereça resistência. Portanto, irmãos, sejam pacientes até a vinda do Senhor. Vejam como o agricultor aguarda que a terra produza a preciosa colheita e como espera com paciência até virem as chuvas do outono e da primavera. Sejam também pacientes e fortaleçam o seu coração, pois a vinda do Senhor está próxima. Irmãos, não se queixem uns dos outros, para que não sejam julgados. O Juiz já está às portas!
Tiago 5:5-9